Vejam como fecharam os ativos na semana passada:

Foi uma semana cheia de eventos, e espero que todos tenham se preparado para eles. Tivemos Fed, Copom, briga de PTAX e Payroll. Além de tudo isso, um que não estava na agenda também afetou o mercado, que foi a imposição de tarifas por parte dos EUA contra a China (a guerra comercial voltou. Pelo menos até o final de 2020 iremos conviver com isto, quando teremos uma nova eleição nos EUA).

Observem o comportamento do dólar (gráfico abaixo): abriu a semana à R$ 3,782, tocou na mínima de R$ 3,75 na quarta-feira (um pouco antes da reunião do Fed, sendo o último dia do mês) e fechou em R$ 3,8915 na sexta. A oscilação foi de +3,20% (11 centavos). Tivemos o legítimo movimento de fuga do risco.

Olhando-se para esta semana, com o fim do recesso parlamentar teremos o retorno da votação da reforma da Previdência como destaque, e o presidente da Câmara já marcou oito sessões de plenário para a discussão e a votação do segundo turno entre amanhã e quinta-feira. Lá fora continua o clima de aversão ao risco após o anúncio do aumento das tarifas de produtos chineses por parte dos EUA. O Banco do Povo da China afirmou hoje que o dólar rompeu a barreira psicológica de 7 yuans pela primeira vez desde 2008.

Ainda na agenda, teremos a Ata do Copom (amanhã), IPCA de julho (mede a inflação oficial, e sai na quinta-feira), vendas no varejo (quarta-feira), IGP-DI de julho (sexta-feira). Hoje teremos o PMI. Lá fora, amanhã será a vez de ouvirmos o discurso de um membro do Fed com direito a voto (James Bullard), teremos a produção alemã na quarta-feira, pedidos de auxílio-desemprego dos EUA na quinta-feira, a inflação ao consumidor na China e o PPI americano na sexta-feira.

Após um final de semana muito violento (Hong Kong com protestos contra a crescente influência chinesa e EUA com vários tiroteios), as bolsas europeias operam no vermelho, as asiáticas fecharam com quedas acentuadas, o VIX (mede a aversão ao risco) está em 20,88 pontos (alta de 18,68%. Lembrando, quanto maior > pior) e o dólar opera em alta frente à maioria das moedas ditas EM:

O Boletim Focus manteve o dólar à R$ 3,75 para o final deste ano.

 

 

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