Na volta aos trabalhos após o recesso parlamentar, a Câmara dos Deputados aprovou nesta madrugada o texto-base da reforma da Previdência em segundo turno pelo placar de 370 a 124. Agora pela manhã terá nova sessão onde serão analisados os destaques supressivos que foram apresentados em relação à proposta da PEC. O número de destaques protocolados até o momento é de oito.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, espera concluir o segundo turno da reforma no plenário até hoje à noite e encaminhar o texto amanhã ao Senado, onde teremos mais duas votações.

Ontem o dia foi de recuperação nos mercados globais e os investidores aproveitaram para recomprar ações: o Ibovespa fechou acima dos 102 mil pontos (+2,06%) e as bolsas americanas tiveram altas acima de 1%. No entanto, estes índices ainda não retomaram as perdas sofridas recentemente.

Também ontem o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, afirmou ser prematuro defender agora um novo corte na taxa de juros e que não se deve esperar que o Fed reaja a cada movimento da guerra comercial com a China.

O que trouxe certo alívio ao mercado foi a percepção de que o BCoC atuou no sentido de conter uma depreciação adicional do yuan, arrefecendo em parte as preocupações sobre as disputas comerciais entre os gigantes EUA e China.

A agenda de hoje nos trará hoje, além da votação da PEC, o resultado das vendas no varejo de junho (IBGE). Lá fora,  teremos o discurso de Charles Evans, presidente do Fed de Chicago. Teremos, ainda, uma nova operação de swap cambial no montante de USD 500 milhões, dando continuidade à rolagem total de mais de USD 11 bilhões que vencem em 01 de outubro. A rolagem está sendo feita diariamente.

As bolsas asiáticas já fecharam em sua maioria em queda, não tendo pego carona com a recuperação vista nos demais mercados no dia de ontem. Lá o clima ainda é de desconfiança com os desdobramentos desta guerra comercial. Já as europeias ensaiam uma recuperação e sobem acima de 1% em média.

No mercado de moedas, neste momento continua o movimento de depreciação do dólar frente as moedas pares do real (EM), o que sugere que o real deve seguir a mesma linha.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *