Em mais um movimento na guerra comercial EUA x China, o país asiático promoveu ontem a maior desvalorização de sua moeda desde 2008. O PBoC fixou sua moeda em 7,0039, e permite a flutuação até 2 pontos percentuais pra cima ou pra baixo.

Em resposta a uma possível crise mais à frente, os mercados começam a comprar títulos soberanos, ienes japoneses, francos suíços e ouro. Os juros das Treasuries de 10 anos fechou ontem em seu menor nível desde 2016, à 1,595%, o que significa uma maior demanda pelo título e uma clara fuga do risco.

E também tivemos Trump, criticando o Fed afirmando que este está se recusando a admitir o erro em subir muito rapidamente os juros no ano passado. Twittou: “incompetência é uma coisa terrível de se observar, especialmente quando as coisas poderiam ser resolvidas com tanta facilidade”. Ele diz que o problema dos EUA não é a China, mas o próprio Fed.

Em linha com as moedas emergentes e ligadas à commodities, o real fechou ontem em baixa frente ao dólar. A alta da moeda norte-americana foi de 0,5%, aproximando-se perigosamente dos R$ 4,00. Na semana, a alta do dólar já é de 2,25%.

No campo político, a Câmara concluiu ontem a reforma da Previdência em dois turnos e agora o texto vai para o Senado. Os oito destaques votados foram todos rejeitados, e o texto aprovado no primeiro turno foi mantido. A economia final do plano está estimada em R$ 933 bilhões.

Hoje lá fora o clima é positivo: um menor temor quanto a guerra comercial, os afrouxamentos monetários por parte dos bancos centrais e a divulgação das exportações chinesas (aumento de 3,3% em julho) fomentam os negócios. Praticamente todas as bolsas ganham terreno e as asiáticas já fecharam em alta. Por aqui, aliado à concussão da reforma da previdência, deveremos pegar carona deste clima positivo.

A agenda nos traz o IPCA de julho e o IGP-DI. Lá fora teremos os pedidos de auxílio-desemprego e os estoques no atacado nos EUA.

Tenham todos uma ótima quinta-feira!!!

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