Tela mostrando a movimentação em gráficos

De olho no mercado

E mais uma vez tivemos um dia de quedas mundo afora. Bolsas em geral, moedas menos seguras, commodities ligadas à consumo. Para terem uma ideia, o Dow Jones, índice de ações americano, caiu mais de 3%, e teve seu pior desempenho diário deste ano. Por aqui, o real passou fácil pela barreira dos R$ 4,00 e fechou quase quatro centavos acima.

O que também preocupou os mercados foi que o juro do Tesouro dos EUA de dez anos que ficou abaixo do de dois anos, e isto indica um risco de recessão a frente (desde a crise de 2008 não se via isso). Outro indicador que subiu, e também é um mal sinal, foi o VIX (índice do medo), que fechou em 22,10 pontos (+26%).

A tradução de tudo isto é simples: a preocupação com o crescimento econômico mundial (sabemos que os mercados precificam com muita antecedência os ativos). Um estudo do Fed de NY diz que a probabilidade de uma recessão nos próximos 12 meses é de 32%. Este é o maior número desde a recessão de 2008.

E a desculpa da vez foram os dados divulgados nas economia alemã (retração de sua economia do segundo trimestre) e chinesa (pior crescimento industrial dos últimos 17 anos).

Falando um pouco de Argentina, ontem foi mais um dia tenso por lá: o governo anunciou um pacote de medidas (congelamento no preço dos combustíveis, aumento do salário mínimo,…) e a reação dos mercados foi horrível: nova queda do peso, desta vez em torno de 8%.

Uma novidade por aqui será os leilões de dólar que o Bacen promoverá: dias 21 e 29 de agosto serão ofertados dólares à vista, e simultaneamente ocorrerá um leilão de swap cambial reverso (efeito comprador de moeda no mercado futuro), com o mesmo valor do à vista. Ambas operações serão simultâneas e tem como objetivo ofertar moeda à vista.

Mas nesta manhã o dólar está perdendo terreno para as moedas fortes (euro, libra e iene) depois que o Ministério de Finanças da China disse que irá adotar as “contra medidas necessárias” contra os EUA após a adoção de tarifas contra seus produtos. As bolsas europeias, porém, seguem a tendência de queda. As asiáticas fecharam sem direção única.

Na agenda de hoje o destaque vai para o IGP-10 de agosto e para a participação do ministro Paulo Guedes em um evento do banco Santander em SP. Lá fora, sairão as vendas no varejo e da produção industrial dos EUA (base julho).

As moedas EM operam neste momento em alta frente ao dólar (à exceção do rublo e da rupia indiana), e o real deve abrir em alta por aqui também (o dólar em baixa).

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