de olho no mercado

De olho no mercado

Sexta-feira tivemos mais um dia de tomada de risco mundo afora e por aqui o dólar encerrou à R$ 4,08. Foi a primeira queda semanal desde 12 de julho. Este movimento foi observado em todas as moedas emergentes.

O que levou a este movimento foram a divulgação de dados do mercado de trabalho mais fracos nos EUA e o discurso do presidente do Fed, ratificando as apostas de corte nos juros dos EUA na próxima reunião do dia 18. O Payroll apresentou a criação de 130 mil empregos enquanto o mercado esperava 160 mil. Quanto ao discurso de Powell, ele afirmou: “vamos continuar agido como apropriado para sustentar a expansão”. E admitiu: “o Fed não devia ter deixado a inflação americana cair para tão abaixo da meta de 2%”. Também contribuiu para a queda do dólar a confirmação de reuniões entre níveis de primeiro e segundo escalões da China e EUA para este e o próximo mês.

Segundo um relatório da Fitch Ratings, os dados da economia americana “são consistentes com um moderação do crescimento da economia, mas não parece que nada vai impedir recessão”. Um alerta aqui: o mercado já vislumbra uma recessão para o segundo semestre do ano que vem (e vejam como se antecipa a isso…).

E na Ásia, mesmo com os dados mais fracos vindos da balança comercial chinesa (queda de 1%), os mercados fecharam em alta por conta da expectativa da adoção de novas medidas de estímulo. Na Europa, as bolsas operam sem sinal único em meio à dúvidas sobre o Brexit. Já os futuros de NY apontam para uma abertura em alta

Nesta semana teremos a decisão de política monetária na zona do euro (e estímulos – na quinta-feira) e por aqui o mercado deverá ficar de olho nos índices de atividade no varejo (quarta-feira) e o IBC-Br (na sexta). Nos EUA e na Alemanha teremos o CPI (inflação) e hoje ainda sairão estes mesmos dados na China.

No mercado de moedas EM o rublo russo (petróleo sobe) e o rand sul-africano valorizam-se neste momento frente ao dólar. A lira turca perde valor e o peso mexicano opera estável. Por aqui, deverá abrir pra baixo.

Boletim Focus divulgado há pouco aumentou mais uma vez a taxa do dólar: de R$ 3,85 passou agora para R$ 3,87 (final 2019).

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