De olho no mercado

Esta semana tem Copom e Fed. Já sabemos de antemão (está precificado) que o Copom cortará os juros em 0,5 ponto percentual (para 5,5%aa) e o Fed em 0,25 ponto percentual (para 1,75%). A decisão do Copom sai na quarta-feira às 18hr e a do Fed também na quarta, mas às 15hr. Quanto a este último evento, devemos acompanhar às 15hr30 a coletiva do Fomc  para sabermos os próximos passos do banco central americano.

O destaque hoje vai para o ataque de drones a uma das principais instalações de petróleo da Arábia Saudita (produção de 5 milhões de barris/dia). A ação foi reivindicada por um grupo terrorista do Iêmen mas os Estados Unidos acusam o Irã. A commodity chegou a subir 19%, mas reduziu a alta para 11% depois que o país árabe anunciou que tem reservas para bancar o rompimento do fornecimento do produto. É a volta das tensões geopolíticas!!

Semana passada o dólar abriu perto dos R$ 4,06, e fechou à R$ 4,086, teve numa mínima de R$ 4,02 e uma máxima de R$ 4,12. O que marcou os mercados foi a decisão do BCE em cortar os juros e anunciar um robusto programa de recompra de ativos. A menor cotação da semana deu-se logo após este anúncio. Vejam a oscilação no gráfico:

O Boletim Focus divulgado há pouco trouxe-nos mais uma elevação da taxa do dólar: R$ 3,90 para o final de 2019 (ant R$ 3,85) e de R$ 3,95 para o final do ano que vem. Por sinal, o Barclays também elevou sua projeção de taxa para dez/19: R$ 3,90.

Neste momento todas as moedas EM operam em baixa frente ao dólar por conta dos ataques na Arábia Saudita (fuga do risco). A exceção fica com o rublo russo, pois a Rússia é um grande exportador de petróleo.

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