De olho no mercado

Num dia em que o petróleo dominou as manchetes, o dólar por aqui andou de lado. Logo na abertura a moeda era cotada à R$ 4,105 (+0,50%), mas ela foi perdendo força ao longo da sessão, batendo na mínima de R$ 4,076 e fechou à R$ 4,09, numa oscilação diária de meros +0,08%.

Este movimento foi sentido em todo mundo, onde a aversão ao risco ficou evidente. Frente a uma cesta de moedas, a divisa norte-americana valorizou-se 0,36%. As exceções ficaram por conta daquelas divisas de países produtores de petróleo: o rublo russo, o dólar canadense e a coroa norueguesa, que valorizaram-se.

Outro fator que influenciou o preço dos ativos foram os dados da produção industrial chinesa, que enfraqueceram-se em agosto em comparação ao mês anterior. O gigante asiático está sentindo os efeitos da guerra comercial?

E olhem que tudo isso tem um pano de fundo: o mercado está de olho na reunião do Fed de amanhã. O que estes fatores acima apontados podem nos trazer de novidade? Sabemos (e dissemos ontem) que uma queda de 0,25 ponto percentual nos juros já está precificado. Mas uma alta do petróleo não poderá trazer mais inflação?

Poderemos ter maiores consequências com estes novos fatores geopolíticos (conflito Irã x EUA)? Os dados da produção chinesa indicam novos sinais de desaceleração mundial? A decisão do banco central americano parecia dada, mas….

Segundo a Western Union, “a incerteza geopolítica no Oriente Médio aumentou o apetite por moedas de commodities e refúgios como o dólar”. E o ING foi mais longe: “o dólar forte deve continuar em jogo”.

Hoje as bolsas asiáticas fecharam sem direção única, porém com um viés negativo. As europeias da mesma forma. A agenda é fraca (foi divulgado um índice de expectativa econômica na Alemanha – ZEW – que veio acima do esperado) e todos estão à espera do Fed amanhã. O petróleo cai 1% após a forte alta de ontem. Fora o Fed, na quinta-feira teremos a decisão de juros na Inglaterra (BoE) e no Japão (BoJ).

No mercado de moedas EM, o dia continua sendo de valorização do dólar:

….e a moeda deve abrir em alta por aqui.

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