De olho no mercado

MERCADO  As bolsas europeias e futuros de Nova York operam voláteis nesta manhã em meio a incertezas sobre as negociações comerciais de alto escalão entre EUA e China, que serão retomadas hoje em Washington. A notícia mais recente envolve a gigante tecnológica chinesa Huawei e ajudou a determinar também um tom positivo nos mercados asiáticos. Segundo fonte ouvida pela Dow Jones Newswires, a Casa Branca concedeu licenças especiais que autorizam algumas empresas americanas a fazer negócios com a Huawei, que tem se destacado como um dos principais pontos de divergência na rixa comercial sino-americana. A iniciativa está sendo vista provavelmente como um ato de boa vontade antes da retomada das negociações bilaterais. Antes disso, porém, os investidores reagiram mal ontem à noite à notícia divulgada pelo South China Morning Post de que os dois lados não fizeram progresso esta semana em discussões que envolveram autoridades de baixo escalão. A publicação chinesa disse ainda que as negociações de alto escalão hoje seriam encurtadas para apenas um dia, em vez dos dois dias previstos, e que a delegação da China, liderada pelo vice-primeiro-ministro Liu He, voltaria nesta quinta mesmo para casa, e não apenas amanhã. A Casa Branca disse à CNBC que a reportagem do jornal chinês sobre a falta de progresso é “imprecisa” e que o governo americano não está ciente de mudanças no cronograma de viagem de Liu He. Além disso, a Bloomberg noticiou que o governo dos EUA está estudando implementar um pacto cambial acertado anteriormente com a China para garantir um acordo comercial parcial, que também levaria à suspensão de um aumento de tarifas americanas sobre bens chineses, programado para o próximo dia 15. Ainda assim, a falta de um acordo mais abrangente pode manter os mercados instáveis. Os investidores devem acompanhar também o resultado do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos em setembro. A estimativa mediana do mercado é de alta de 0,1% em setembro ante agosto e, para o núcleo, avanço de 0,2%. Se for confirmada, deve levar o núcleo em base anual para 2,4%, como em agosto, o maior nível do ciclo que já dura cerca de 11 anos.

BRASIL – No Brasil, a aprovação em votação simbólica do acordo da cessão onerosa no plenário da Câmara ontem à noite pode ser bem-recebida, pois abre caminho para a votação da reforma da Previdência em segundo turno no Senado, prevista para o próximo dia 22. O projeto define a distribuição com 15% dos recursos (R$ 10,95 bilhões) para os municípios seguindo o critério do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Para os Estados também serão direcionados 15% (R$ 10,95 bilhões), mas seguindo duas regras diferentes: dois terços pelo Fundo de Participação dos Estados (FPE) e um terço pela lei Kandir e Fundo de Exportação (FEX). A matéria segue agora ao Senado, onde a votação está prevista para a próxima terça-feira, 15.

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