De olho no mercado

Mercado Mundial – A China está pressionando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a remover mais tarifas impostas em setembro como parte da “fase um” de um acordo comercial entre EUA e China, disseram fontes familiarizadas com as negociações na segunda-feira. Espera-se que o acordo – que pode ser assinado este mês por Trump e pelo presidente chinês Xi Jinping em um local ainda a ser determinado – inclua uma promessa dos EUA de descartar tarifas agendadas para 15 de dezembro sobre cerca de 156 bilhões de dólares em importações chinesas, incluindo telefones celulares, laptops e brinquedos. Uma autoridade norte-americana disse que o futuro das tarifas de 15 de dezembro está sendo considerado parte das negociações e de uma possível viagem para a assinatura este mês.

Após uma abertura mista, as bolsas europeias operam majoritariamente em alta, acompanhando as notícias mais recentes sobre o comércio global e ganhando força após um dado surpreendente da atividade britânica. A melhora do humor se dá um dia depois de recordes em Wall Street. Com isso, o Stoxx-600, principal índice acionário do continente, virou e opera no azul (0,11%), se sustentando acima dos 400 pontos, a 403,88 pontos. No câmbio, destaque para a libra, que era negociada acima de US$ 1,29, se fortalecendo com o dado no Reino Unido melhor do que o previsto.

O presidente chinês, Xi Jinping, pediu hoje que as tensões internacionais sejam resolvidas por meio de discussões e também a remoção das barreiras comerciais globais. A expectativa é a de que a China e os Estados Unidos cheguem a um acordo até o fim deste mês. Autoridades das duas maiores potências econômicas do globo estão considerando retirar algumas tarifas de importação para chegar a um consenso preliminar.

Na madrugada, foi divulgado que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da China subiu de 51,9 em setembro para 52,0 em outubro, atingindo sua maior leitura desde abril deste ano. Já o PMI de serviços do país recuou de 51,3 para 51,1 no mesmo período, menor resultado em oito meses. Agora cedo, foi a vez de o Reino Unido publicar seu PMI do setor de serviços, que subiu de 49,5 em setembro para 50 em outubro, surpreendendo analistas que previam queda do indicador. O dado inesperado fez a libra se fortalecer.

Mercado Brasileiro – Os investidores leem nesta manhã a ata do Copom, que voltou a indicar hoje que “a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir um ajuste adicional” da Selic, de 0,50 ponto porcentual. A tendência é de ajuste discreto das taxas futuras. De acordo com a ata, os membros do colegiado também refletiram sobre a sensibilidade de variáveis macroeconômicas à política monetária, uma vez que faltam comparativos na história brasileira para o atual grau de estímulo – na semana passada o BC cortou a Selic em 0,5 ponto percentual, à nova mínima de 5% ao ano, e indicou claramente que deverá repetir a dose em dezembro. O mercado também aguarda o detalhamento do pacote do ministro da Economia, Paulo Guedes. Antes da apresentação, à tarde, em coletiva de imprensa, repercute a informação, do Broadcast/Estadão, de que o governo vai elevar a projeção do PIB de 2020, de 2,17% para perto de 2,5%.

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