De olho no mercado

Mercado Mundial – A razão da crescente assertividade da China nas discussões comerciais com os EUA tornou-se um pouco mais clara, depois que as exportações e as importações tiveram um desempenho melhor do que o esperado em setembro. As exportações mostraram sinais de queda, baixa de apenas 0,9% em relação ao ano anterior, melhor do que a queda de 3,5% esperada, enquanto a queda nas importações diminuiu de 8,5% em agosto para apenas 6,9%. As importações continuaram em baixa ano a ano pelo sexto mês consecutivo.

E não é como se a economia chinesa estivesse num mar de rosas: os dados divulgados anteriormente mostraram que as vendas de carros continuaram em queda livre em outubro, caindo 6% no ano. Esse é o 16º mês em 17 em que eles caíram ano a ano. O iuan ficou abaixo de 7 por dólar apesar do revés de quinta-feira, quando Washington recuou sobre as alegações da China sobre uma trégua comercial iminente.

Também houve notícias melhores da Europa da noite para o dia, com as exportações alemãs registrando seu maior aumento em seis meses em setembro, algo que, segundo analistas, pode ter salvado a maior economia da região da recessão no terceiro trimestre.

O mercado de ações dos EUA devem abrir um pouco mais em baixa, estendendo a retração iniciada após reportagem com fontes ouvidas pela Reuters alegar a forte oposição de assessores na Casa Branca em relação à revogação de tarifas de importação de produtos chineses durante as discussões comerciais da fase um de um, por enquanto, provável acordo que diminua as tensões comerciais sino-americanas.

Mercado Brasileiro – A jornada desta sexta-feira começa com queda para o índice Ibovespa Futuro baixa de 0,50% aos 109.345 pontos, com o dólar somando 0,30% a R$ 4,1128 às 09h29. O último dia da semana deve ser mais uma vez marcado pelos balanços das companhias brasileiras. Na cena externa, as negociações entre Estados Unidos e China seguem ditando o rumo dos negócios, desta vez com um ruído negativo que influência na avaliação de risco dos investidores.

Após quatro sessões de discussão, o pleno do Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta quinta-feira (7), alterar o entendimento que, desde 2016, permitia a prisão após condenação em segunda instância.

A decisão pode afetar diretamente a situação jurídica do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há 19 meses após ser condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Foram 6 votos favoráveis à mudança (Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli) contra 5 defensores da atual jurisprudência (Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia).

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