De olho no mercado

Mercado Mundial –  A tranquilidade diminui nos mercados globais enquanto os EUA celebram o Dia de Ação de Graças. Os mercados asiático e europeu tremem depois que o presidente Donald Trump assina a lei que apóia o movimento pró-democracia de Hong Kong, temendo que esta decisão adiará ainda mais a definição significativa das negociações.

Em outros lugares, os conservadores britânicos aguardam uma vitória retumbante nas eleições gerais de dezembro, e a economia da Zona do Euro parece cada vez mais estar se recuperando..

O presidente norte-americano Donald Trump assinou a Lei de Direitos Humanos e Democracia de Hong Kong, colocando efetivamente o tratamento da China aos protestos pró-democracia no coração da política comercial dos EUA em relação ao país asiático. Trump também assinou uma ordem proibindo a exportação para a China de munições de controle de multidões, como gás lacrimogêneo.

A medida ameaça complicar ainda mais as negociações comerciais, dada a sensibilidade de Pequim ao que considera uma violação de sua soberania. No entanto, isso ocorre depois de uma semana que mostrou a economia dos EUA suportando a pressão da guerra comercial melhor do que a China.Embora Pequim tenha repetido sua condenação do projeto de lei e ameaçado contra medidas, até o momento não tomou nenhuma ação.

Houve novos sinais de que a queda na economia da Zona do Euro está acabando, já que o índice de sentimento econômico da Comissão Europeia, que inclui negócios e a percepção dos consumidores, subiu mais do que o esperado para 101,3 em novembro.

Além disso, o Banco Central Europeu disse que o crescimento monetário do M1, um dos indicadores líderes mais confiáveis ​​da economia, aumentou para uma taxa anual de 8,4% em outubro, ante 7,9% em setembro.

Os dados preliminares da inflação ao consumidor na Alemanha em novembro evitaram surpresas negativas, embora o mesmo não possa ser dito para os preços ao produtor da Itália, que caíram no ritmo mais acelerado em três anos em outubro.

Os ativos focados no Reino Unido recuperaram após a muito esperada pesquisa de opinião da YouGov, mostrando o Partido Conservador a caminho de sua maior vitória nas eleições em mais de 30 anos.

A pesquisa do YouGov previa uma maioria conservadora de 68 cadeiras no novo parlamento. Isso é grande o suficiente não apenas para garantir a aprovação do Projeto de Lei de Retirada da UE do primeiro-ministro Boris Johnson, mas também o bastante para ele enfrentar os Brexiteers, que deverão pressionar por uma ruptura completa com os padrões e regulamentos da UE à medida que o Reino Unido negocia seus futuros acordos comerciais.

A libra atingiu uma máxima de seis meses em relação ao EURO após noticiário, mas não conseguiu atingir novas altas em relação ao DÓLAR onde permanece firmemente limitada a menos de US$ 1,30.

Mercado Brasileiro –  O dólar iniciava esta quinta-feira em queda contra o real, apesar da aversão a risco no exterior depois de tensões renovadas entre Estados Unidos e China, com os investidores atentos às intervenções do Banco Central diante da disparada recente da moeda norte-americana.

Às 9:05, o dólar recuava 0,1%, a 4,2545 reais na venda.

No pregão anterior, o dólar à vista renovou uma máxima histórica para encerramento pela terceira vez seguida, fechando em alta de 0,44%, a 4,2586 reais na venda.

O dólar futuro mais negociado registrava queda de 0,27% na B3, a 4,253 reais.

Na quarta-feira, o Banco Central anunciou que fará oferta líquida de até 1 bilhão de dólares em moeda à vista nesta sessão, em medida que pode dar mais previsibilidade ao mercado e ajudar a acalmar a cotação do dólar e adotando estratégia diferente da praticada recentemente.

Adicionalmente, a autarquia ofertará 15.700 contratos de swap cambial reverso e 785 milhões de dólares em moeda spot. Em caso de venda parcial ou não colocação dessas ofertas, o BC leiloará contratos de swap tradicional para rolagem do vencimento janeiro de 2020.

Política – Os desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) decidiram nesta quarta-feira, 27, elevar a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do sítio de Atibaia – no qual o petista foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão – para 17 anos e um mês.

O julgamento chegou a ser suspenso, foi remarcado, e depois mantido por ordem do ministro do STF Edson Fachin. O primeiro a concluir seu voto foi o desembargador João Pedro Gebran Neto, que negou todas as preliminares e o pedido de anulação da sentença de Lula.

Gebran Neto, Leandro Paulsen e Thompson Flores decidiram manter a condenação do ex-presidente e elevar sua pena para 17 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Lula seguirá em liberdade, mas foi condenado ainda ao pagamento de R$ 870 mil.

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