De olho no mercado

Mercado Mundial – O vice-primeiro-ministro chinês Liu He visitará Washington para assinar o acordo comercial da Fase 1 com os EUA na quarta-feira, que vai diminuir a guerra comercial entre os dois lados. Sob os termos do acordo provisório, a China prometeu aumentar as importações dos EUA em troca da suspensão das tarifas ameaçadas de dezembro sobre as importações chinesas para os EUA e uma reversão parcial das tarifas de setembro.

Mas ainda não foi estabelecido um prazo para a próxima fase das negociações e, se os dois lados não cumprirem seus compromissos, as tensões comerciais poderão se intensificar novamente.

A extensão da queda na economia da China poderá ser visível nos próximos dados desta semana. Os números do comércio na terça-feira devem mostrar um aumento nas importações e exportações. Prevê-se que a leitura do PIB de dezembro, prevista para sexta-feira, mostre um crescimento de 6%.

Mercado Brasileiro – A estimativa para o IPCA no fim do ano sofreu uma redução na projeção de analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central na edição do Boletim Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, mantendo as estimativas de crescimento da economia brasileira. Também sofreu alteração a aposta do dólar no fim do ano e o período de extensão do ciclo de alta da taxa Selic nos próximos anos.

As novas projeções apontam para a inflação oficial de 2020 recuando de 3,60% para 3,58%, a segunda retração seguida, sendo que há quatro semanas a aposta era de 3,60%, abaixo do centro da meta de 4,00% e dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em relação ao dólar, as apostas de 2020 foram reduzidas de R$ 4,09 para R$ 4,04, após encerrar 2019 a R$ 4,0195. Há quatro semanas, os analistas projetavam um dólar a R$ 4,10 no fim do ano. No ano que vem, as estimativas estão em R$ 4,00, mantendo as projeções há oito semanas.

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