De olho no mercado

Mercado Mundial – No exterior, há expectativa para a assinatura do acordo comercial preliminar entre EUA e China em Washington, amanhã. O comércio exterior da China se recuperou bem acima das expectativas em dezembro, quando as empresas correram para cumprir o prazo para tarifas mais altas de importação nos EUA. As exportações cresceram 7,6% em relação ao ano anterior, enquanto as importações aumentaram ainda mais impressionantes 16,3%.

A pressa de atender as demandas antes do prazo tarifário sugere que as exportações poderão recuar acentuadamente em janeiro e fevereiro, quando podem ser esperadas as quedas adicionais devido as comemorações do Ano Novo Chinês. Mesmo assim, os números apontam para mais evidências da atividade industrial chinesa chegando ao seu nível mínimo após as sucessivas subidas tarifárias nos EUA.

A notícia chega um dia antes da assinatura programada da trégua comercial EUA-China, que cancelou o aumento da tarifa de dezembro e recuou alguns outros, enquanto ainda mantém a maioria das tarifas de importação existentes.

Mercado Brasileiro – O mercado doméstico avalia o volume de serviços no País, medido pelo IBGE, para calibrar o cenário de atividade e apostas para a Selic. Ainda, deve repercutir coletiva de imprensa do Ministério da Economia, com estimativas de PIB e inflação.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que o governo vai retomar a agenda de reformas até fevereiro. A proposta para a área administrativa deverá ser encaminhada à Câmara entre o fim deste mês e o início do próximo. Já para a tributária, a ideia é apresentar o projeto de forma quase simultânea ao da administrativa, pois haveria acerto para ser analisado por comissão mista do Congresso.

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