De Olho no Mercado

Mercado Mundial – Os índices acionários da China fecharam em alta nesta sexta-feira, marcando o primeiro ganho semanal em quatro semanas, por expectativas de que as medidas do governo para conter o coronavírus e limitar seu impacto econômico possam continuar ajudando as ações. A epidemia de coronavírus na China não mostrou sinais de ter alcançado o pico, com autoridades de saúde informando nesta sexta-feira mais de 5 mil novos casos. A corretora Shanxi Securities afirmou em nota que o afrouxamento da política monetária continuará a ajudar as ações, mesmo que as interrupções de produção afetem os lucros corporativos.

O crescimento econômico da zona do euro desacelerou como esperado nos últimos três meses de 2019, quando o Produto Interno Bruto contraiu na França e na Itália em relação ao trimestre anterior, mostraram estimativas oficiais nesta sexta-feira. A economia da Alemanha estagnou no quarto trimestre devido à fraqueza no consumo privado e nos gastos estatais, mostraram dados nesta sexta-feira, renovando temores de uma recessão. A maior economia da Europa tem perdido força em meio à recessão na indústria provocada por uma redução nas exportações, enquanto seu setor automotivo enfrenta problemas devido à cara mudança para carros elétricos.

Mercado Brasileiro – Um segundo leilão consecutivo de US$ 1 bilhão em swap tradicional (que corresponde a uma venda de moeda no mercado futuro) e o dólar fraco em meio a um apetite moderado por risco no exterior podem amparar o alívio no câmbio interno. O dólar à vista caiu para R$ 4,33, contrariando a queda externa ontem, depois de saltar a R$ 4,38 e forçar o Banco Central a intervir. Essas intervenções pretendem conter a escalada e volatilidade do dólar e são bem recebidas pelo mercado. E, na prática, vêm na contramão de certa forma da visão defendida pela autoridade monetária e o ministro da Economia, Paulo Guedes, de que os níveis atuais da moeda americana estavam adequados às novas diretrizes da política econômica e cambial.

Ficam no radar ainda as promessas do governo de enviar a reforma administrativa ao Congresso na próxima semana e também a 1ª etapa da reforma tributária à Câmara em até 2 semanas, segundo relato da Fiesp após encontro com Guedes ontem. Os encaminhamentos seriam resposta a alertas de economistas de que com Bolsonaro vacilando na agenda de reformas, não há possibilidade de crescimento sustentável, o que pode até comprometer os planos de reeleição do presidente.

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