Resumo da Semana – De Olho no Mercado

Mercado Internacional – A Organização Mundial da Saúde, que anteriormente elogiou a China por sua transparência, alertou que o que tem sido visível até agora pode ser apenas “a ponta do iceberg”. A mídia estatal chinesa informou que um cientista sênior local disse que o período de incubação pode ser de até 24 dias, em vez dos 14 estimados anteriormente.

O número de mortos pelo Coronavírus atingiu 1.016, um aumento de 12% em relação à segunda-feira. No entanto, o número de novos casos confirmados caiu 19% na segunda-feira para menos de 2.500.

Além disso, o número de recuperações confirmadas é quatro vezes maior do que a contagem de mortes. Acreditando na confiabilidade dos dados chineses – que foram seriamente questionados pela mídia local nos últimos dias – o surto parece estar perdendo força.

No exterior, prevalece o apetite por risco e a moeda americana exibe viés de alta ante o iene e o euro, com a apreensão menor nos mercados com o coronavírus, a leitura de que o presidente do Fed, Jerome Powell, está sinalizando para estabilidade dos juros por algum tempo em depoimentos ao Congresso americano, ontem e hoje, e após a queda da produção industrial do bloco europeu.

Mas a libra ainda sobe ante o dólar, ecoando ainda a alta do produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido acima do esperado no quarto trimestre 2019, na comparação anual. Ante divisas emergentes ligadas a commodities, o dólar opera sem direção única, respondendo a fatores específicos de cada mercado.

A cautela retornou na avaliação de risco pelos investidores depois que a China revisou seus dados para mostrar um grande salto no número de casos confirmados de Covid-19 – nome oficial do novo coronavírus -, enquanto o número de mortes confirmadas aumentou mais de 250. Os bancos centrais estão tentando manter a calma, mas as consequências econômicas em todo o mundo está se tornando cada vez mais visível.

O crescimento econômico da zona do euro desacelerou como esperado nos últimos três meses de 2019, quando o Produto Interno Bruto contraiu na França e na Itália em relação ao trimestre anterior, mostraram estimativas oficiais nesta sexta-feira. A economia da Alemanha estagnou no quarto trimestre devido à fraqueza no consumo privado e nos gastos estatais, mostraram dados nesta sexta-feira, renovando temores de uma recessão. A maior economia da Europa tem perdido força em meio à recessão na indústria provocada por uma redução nas exportações, enquanto seu setor automotivo enfrenta problemas devido à cara mudança para carros elétricos.

Mercado Brasileiro – O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (10) mais uma edição do Boletim Focus, com analistas de mercado projetando o desempenho da economia brasileira nos próximos anos. O documento trouxe mais uma redução na estimativa do IPCA e também manteve a estimativa de que a Selic deva fechar o ano em 4,25%.

As novas projeções apontam para a inflação oficial de 2020 recuando de 3,40% para 3,25%, retração pela sexta semana consecutiva, sendo que há quatro semanas a aposta era de 3,58%. A aposta para o fechamento do calendário segue abaixo do centro da meta de 4,00% e dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Já para 2021, os analistas mantiveram as projeções do IPCA das últimas 60 semanas, estimando uma alta de 3,75%, dentro do centro da meta estabelecida para o ano que vem…

Após ter comparado a categoria de servidores a “parasitas”, Guedes disse em palestra ontem que “o câmbio não está nervoso” e que “não tem negócio de câmbio a R$ 1,80”, o que estaria segundo ele desincentivando até mesmo o turismo interno. “Todo mundo indo pra Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia. Uma festa danada. Peraí”, afirmou Guedes, que sugeriu destinos de passeios no Brasil. “É melhor termos juros a 4% e câmbio a R$ 4,00, do que câmbio a R$ 1,80 e juros de 14%, nas alturas”, repetiu.

Ficam no radar ainda as promessas do governo de enviar a reforma administrativa ao Congresso na próxima semana e também a 1ª etapa da reforma tributária à Câmara em até 2 semanas, segundo relato da Fiesp após encontro com Guedes ontem. Os encaminhamentos seriam resposta a alertas de economistas de que com Bolsonaro vacilando na agenda de reformas, não há possibilidade de crescimento sustentável, o que pode até comprometer os planos de reeleição do presidente.

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