Futuro do turismo: pesquisa mostra insegurança de brasileiros sobre viagens pós-quarentena

No Brasil, no Chile e no México, a principal preocupação na hora de voltar a viajar para o exterior é financeira

Em um cenário de pandemia que dura meses, incertezas sobre a volta à normalidade são diversas. E esse questionamento é ainda mais delicado quando se trata do setor de turismo. Afinal, quando voltaremos a viajar?

As inseguranças que assombram os viajantes e turistas, mesmo em uma futura retomada, são várias: volta do vírus, a estrutura turística do destino em um cenário pós-pandemia, a cotação das moedas estrangeiras – tudo isso complica os planos de uma possível retomada das operações do setor.

O buscador de voos Viajala fez uma pesquisa com três mil usuários da América Latina, incluindo o Brasil, para conhecer as expectativas para viagens nacionais e internacionais ainda este ano e no cenário pós-pandemia.

Segundo a pesquisa, o futuro cenário de viagens nacionais é mais incerto para argentinos, colombianos e chilenos. No mínimo 40% dos usuários do pessoal destes países responderam não ter ideia clara de quando poderão voltar a fazer viagens dentro de seus próprios países.

Os brasileiros, por outro lado, demonstram maior otimismo: apenas 27% declararam não saber quando voltarão a viajar dentro do Brasil.

No caso de viagens internacionais, a incerteza fica ainda mais evidente. Os mexicanos, brasileiros e colombianos são os mais preocupados com viagens internacionais. Todos estes pelo menos 60% afirmando não saber quando viajariam para fora do país.

Ainda segundo a pesquisa, 15% dos brasileiros da pesquisa se disseram muito preocupados sobre como estará o funcionamento dos pontos turísticos e outros 15% afirmaram estar receosos com relação a uma segunda onda da covid-19.

Com relação aos usuários da plataforma no Brasil, Chile e México, a principal preocupação na hora de voltar a viajar para o exterior parece ser a financeira (34%, 37% e 42%, respectivamente), enquanto para colombianos e peruanos aparenta ser o tema da saúde. Já os argentinos apontaram as condições da viagem como o maior receio.

Em complemento à informação acima, no Chile e no México, o receio é também de que pontos turísticos e serviços no destino não estejam funcionando normalmente (23%), enquanto no Brasil o temor é pela cotação do dólar e de outras moedas estrangeiras preocupa cerca de (17%).

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